quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Projeto Arquétipos em ação VII Perseu e a Medusa





Projeto Arquétipos em ação VII


Perseu e a Medusa


O rei Polidecto ordenou que Perseu fosse combater uma das três Górgonas: Medusa. Sua cabeleira era um ninho de horríveis serpentes. Além disso ela tinha o poder de converter em pedra quem olhasse diretamente para ela. Perseu aceitou o desafio e pôs-se a caminho. Chegando no castelo de Medusa viu muitas estátuas de pedras com formatos humanos. Entrando viu que as outras duas Górgonas guardavam o local. Elas compartilhavam um único olho, que trocavam quando era necessário. Perseu atirou uma pedra para o lado da que estava sem o olho e a irmã pediu o olho para ver o que tinha feito barulho. Perseu então cortou a cabeça da outra. Mas, antes ela gritou pedindo o olho. A irmã tirou o olho e jogou-o em direção da outra irmã, que já estava morta. Perseu pegou o olho no ar e cortou a cabeça da segunda irmã. Perseu escutou o grito de Medusa com ódio dele. Tudo escureceu de repente e uma semi escuridão permeava o ambiente. O rei tinha alertado Perseu para não olhar diretamente a Medusa e que só poderia olhar o reflexo no escudo que levava. Num momento Perseu sentiu que uma mão agarrava seu braço e tirava o escudo dele. Perseu caiu e ouviu uma voz dizendo para acordar. Perseu lembrou-se de que nunca deveria olhar Medusa de frente. Lutando desesperadamente com ela jogou-a contra a parede. Perseu correu e pegou seu escudo e olhou o reflexo para ver o que vinha pelas suas costas. Ela vinha em sua direção e ele só teve tempo de jogar-se no chão para escapar. Mantendo-se concentrado ao máximo olhou o escudo e percebeu quando Medusa estava muito perto dele. Virou-se então e com um golpe certeiro cortou a cabeça de Medusa.


Da mesma maneira que Perseu não podia olhar diretamente a Medusa e só podia ver pelo reflexo nós também não podemos ver as outras dimensões da realidade. Só vemos o reflexo nos acontecimentos diários de nossas vidas. O mundo é como a caverna de Platão. Não temos como olhar para fora da caverna e só podemos ver as sombras projetadas nas paredes. Nosso inconsciente é a mesma coisa. Não enxergamos o que tem nele, mas vemos seu conteúdo pelos resultados na nossa vida. Pelo reflexo também podemos enfrentar a Medusa. Não há necessidade de enxergar diretamente. Pelos frutos sabemos o que é a árvore. Analisando os resultados que ocorrem na nossa vida podemos saber o que está funcionando ou não. O que devemos corrigir, melhorar, aprimorar, que novos caminhos tomar, que mudanças de rumo, que alternativas novas , etc. Não estamos cegos diante na natureza da realidade. Apenas vemos o seu reflexo e isso é suficiente para enfrentar o que tivermos que enfrentar. A águia pega o peixe apesar da refração na água. Basta acordar e analisar o sentimento de Déjà vu.


Hélio Couto

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