sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Filosofia do Soltar I


Filosofia do Soltar I


“Do mundo como vontade e representação”


Para entender o porquê de soltar é preciso estudar alguns filósofos da história da humanidade. Soltar é uma coisa que vai na contramão do ego. É tudo que o ego não quer. Porém, se analisarmos detalhadamente algumas abordagens filosóficas veremos que a ideia de soltar tem mais de 2500 anos. E sempre funcionou para quem a aplica. Desta forma é muito interessante analisar o que os filósofos dizem a favor e contra.


Nosso primeiro caso é Arthur Schopenhauer. O primeiro livro que analisaremos será “Do mundo como vontade e representação”. O que esse título quer dizer? Exatamente “o mundo como representação é o espelho da vontade, no qual a vontade se reconhece a si mesma com uma clareza e uma precisão que vão gradualmente crescendo”. Em termos simples o que ele quer dizer é que a consciência (vontade) cria a própria realidade. O mundo de uma determinada pessoa é criado pela forma que ela pensa e sente. É o colapso da função de onda. Evidentemente que ele está analisando apenas o colapso da função de onda de uma única pessoa. É preciso considerar que todos os seres colapsam ao mesmo tempo. Há uma interdependência e independência ao mesmo tempo. A realidade (representação do mundo) é o resultado desta interação contínua de vontades. Cada um faz escolhas que influem em todos os demais, mas ao mesmo tempo cada um é livre para colapsar o que quiser (livre arbítrio). O resultado (representação do mundo) será o produto de todas as interações desta dimensão e das demais não visíveis.


Quando ele fala que a clareza e precisão vão crescendo gradualmente é o que se fala de expansão da consciência, que na prática é o aumento da complexidade da consciência. Isso acontece gradualmente na medida em que novas informações (livros, filmes, experiência de vida, etc.) entram na consciência do ser. Quanto mais informação mais complexidade existe. A vontade, que para ele é a mesma coisa que “vontade de viver”, tem de conviver com todas as demais “vontades de viver”. Disso temos os conflitos inevitáveis quando as “vontades de viver” tem filosofias diferentes de vida. Num lugar em que todos soltaram há uma harmonia natural entre todos. E tudo funciona perfeitamente. Porém, uma das formas de acrescentar informação é pelo atrito das “vontades de viver” ou dos “mundos de representação” de cada ser. De qualquer forma todos saem ganhando porque a Psique Universal é acrescida de todas as informações acrescentadas pelas “vontades de viver”. 

Hélio Couto


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