domingo, 6 de novembro de 2016

O Poder de soltar X




O Poder de soltar X

As ideias do paradigma não-real (contra o Todo) aos poucos tomam uma forma e influência que pretendem substituir o paradigma real. Essas ideias passam a existir por si sós e são extremamente importantes dentro do paradigma não-real. É assim que um mundo não-real é criado e mantido independentemente da realidade objetiva. Até que a realidade objetiva se imponha através da Teoria do Caos. 

Quando um ser se recusa a fazer qualquer coisa na vida é evidente que está dentro do paradigma não-real. A recusa em viver a vida real é o sintoma típico da alienação total em relação ao paradigma real. É por esta razão que acham as ideias do paradigma real confusas. Embora a simplicidade do paradigma real seja extrema. 

É desta forma que o paradigma não-real vive das próprias ideias de não realidade. É uma simbiose em que um depende do outro. Exatamente como o Ouroboros. Toda a construção do paradigma não-real e sua continuidade depende dessas ideias. Por mais que elas estejam fora da realidade objetiva. Na prática é uma ilha da fantasia absoluta. Mas, como toda ilha da fantasia mais cedo ou mais tarde a realidade se imporá. Ou se trabalha na construção ou na destruição. Não existe outra alternativa. Ou faz parte da solução ou do problema. Se está na destruição ou inércia a carência dos recursos objetivos se imporá em pouco tempo. É nesse ponto em que a solução pode aparecer, mas é preciso humildade para admitir que o paradigma não-real não funciona. Pelo livre arbítrio é possível persistir no não-real por muito tempo. 

As ideias do paradigma não-real precisam impor uma ritualística que pretende confirmar por si só a legitimidade do paradigma não-real. Toda essa imponência dá uma falsa ideia de que seja real. Toda a continuidade do paradigma não-real depende da aceitação desta ritualística. A imagética é fundamental para sensibilizar os sentidos e fazer a mente acreditar no paradigma não-real. A simbologia aqui é extremamente importante. 

As transições de estado dentro do paradigma não-real envolvem sempre grandes perigos e tensão. Faz parte intrínseca do paradigma não-real que seja assim. É uma luta titânica pelo controle do paradigma não-real. De qualquer forma a transição só pode ocorrer dentro do contexto das ideias que fundamentam o paradigma não-real. Isto é absolutamente claro e faz parte do jogo. O jogo só pode ser jogado dentro das ideias do paradigma não-real. A questão é que esse engessamento da realidade tem consequências inevitáveis. E neste ponto a Centelha Divina tem forçosamente de ser suprimida o máximo possível. Ela não pode interferir de forma alguma, pois caso contrário o paradigma não-real desapareceria.

Hélio Couto

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