domingo, 20 de dezembro de 2015

Trabalho



Trabalho

Toda a realidade é sagrada. Todo trabalho é sagrado. Por si só. Pela própria existência do trabalho. Quando o técnico Phil Jackson escreveu o livro “Cestas sagradas” foi isso que ele quis dizer. Todo e qualquer trabalho é sagrado porque está baseado na Realidade Última.

Quando se fala de trabalho muitas vezes isso vem associado com sofrimento. E o contrário também é associado: não trabalhar é prazer. Essa dicotomia cria inúmeros problemas para todo mundo. Em todos os sentidos. A resistência em trabalhar é uma tentativa de fuga do sofrimento. Essa é a noção dominante do atual paradigma. E se tem uma coisa da qual é impossível fugir é do sofrimento. Quanto mais a pessoa ver trabalho como sinônimo de sofrimento, mais sofrimento atrairá para si no futuro. E é muito fácil de entender isso. Quem não quer estudar terá que futuro no mercado de trabalho? Que tipo de emprego terá? Que salário receberá? Só que essas questões não são encaradas porque se pensa que se pode viver às custas de outrem. Alguém nos sustentará pelo resto da vida! Essa é uma noção muito perigosa. Ninguém vive eternamente! Ou se acha que se tem uma herança gigantesca? E será que essa pessoa saberá gerir uma herança? Se não estuda como administrará uma fortuna ou mesmo pouco dinheiro? A realidade é que em pouco tempo ficará sem nada por causa dos predadores sempre à espreita de lesar alguém.

Portanto, mais cedo do que se pensa o resultado de resistir ao trabalho aparecerá. Nem é preciso falar de outra vida. Nesta mesma os resultados aparecerão.

Sempre existem duas atitudes quando se fala de coisas externas. Ou se rejeita ou se aceita. E nos dois casos o ego tem de se expor. Se a pessoa rejeita o trabalho ela terá as consequências inevitáveis disto. Lembrar sempre que a consciência cria a realidade da pessoa. A própria pessoa está criando a própria realidade. Todas as decisões que a pessoa toma são decisões da consciência dela e evidentemente todas as consequências virão destas decisões. Rejeitar o trabalho é rejeitar uma parte fundamental da existência. Rejeitar a existência é tecnicamente um suicídio. Se numa tribo indígena todos rejeitam sair e caçar o que acontecerá com a tribo? Morrerão de fome. O que é na prática um suicídio coletivo. Em termos coletivos só depende da quantidade de membros que rejeitam o trabalho. Basta olhar a história e o resultado é claríssimo. A outra questão é aceitar o trabalho. Isso também implica numa atitude do ego em ter que se expor. E o ego não gosta de ter que sair de dentro de si mesmo. De qualquer forma o trabalho implicará em crescimento pessoal. Ou pelo sofrimento ou pelo prazer.

Para que haja individualidade é preciso que haja um ego. Em termos simples isso não seria problema. Bastaria que o ego não fosse exacerbado. O problema aparece quando nada mais importa do que o ego da pessoa: os próprios interesses acima de tudo o mais. Pode-se notar claramente isso numa fila de lotérica por exemplo. Ou de caixa eletrônico. Sempre tem alguém que fura a fila sem a menor cerimônia. Ou ultrapassar pela direita. N exemplos de que aquela pessoa considera o próprio ego a coisa mais importante do mundo e todos os demais devem se curvar aos seus desejos. Todas essas atitudes trarão sofrimento mais cedo ou mais tarde. As questões básicas da existência têm de ser enfrentadas. Fugir não é solução.

Trabalho e dinheiro estão associados. Só que prosperidade ou riqueza não estão. Prosperidade e riqueza são uma energia por si sós. Uma pessoa é próspera porque tem essa energia intrínseca em si. É um sentimento em si mesmo. Prosperidade é uma consciência de prosperidade. De ser próspero. Essa pessoa tem essa energia. A consciência de criar a própria prosperidade. Uma pessoa assim não vê o trabalho como sofrimento. Essa pessoa aceita o trabalho. O ego não gosta disso, mas a pessoa enfrenta o ego e trabalha. Pode-se trabalhar muito e não ganhar nada. Porque isso depende da energia da prosperidade e da riqueza. Quem tem essa energia prospera, quem não tem não prospera. É uma energia como uma onda. Uma onda de prosperidade. Uma in-formação de prosperidade.

Outra questão fundamental é a dupla personalidade ou múltiplas. Em casa a pessoa é uma coisa e no trabalho outra. Fora do trabalho a pessoa pode ser atenciosa e cortes, mas no ambiente de trabalho pode ser um déspota com inúmeros problemas mentais. Essas atitudes emergem do inconsciente assim que entra no escritório. É esse tipo de coisa que precisa ser limpo do inconsciente. É assim que a autossabotagem acontece. Atitudes programadas profundamente no inconsciente. O inconsciente faz parte do ego. Toda duplicidade de personalidade precisa ser resolvida ou teremos uma personalidade dividida com as consequências inerentes a isso. Neste caso mais uma vez a unificação é a solução. Unificar todo o ser com a essência última.

Existe um outro problema que é preciso enfrentar para se ter crescimento pessoal. O falar mal dos outros. No trabalho isso é altamente destrutivo. Se isso é deixado correr solto todos estarão difamando todos em pouco tempo. Os chefes falarão mal dos subordinados e estes dos seus subordinados e assim por diante. Até envenenar todo o ambiente. E com isso a produtividade irá embora. Um tempo enorme será gasto com isso. Esta é uma maneira de expressar a energia negativa de forma errada. Falar mal é pura energia negativa. E toda energia negativa acumulada terá consequências no mundo concreto. Tudo é energia condensada. Quando uma carga de energia negativa é liberada ela afetará tudo. E a prosperidade será primeira coisa a ir embora. Falar mal é um mal negócio!

Outro problema é falsificar os resultados. Mostrar um balanço que não reflete a realidade. Isso é inevitável quando o ambiente de trabalho já está contaminado pela rejeição do trabalho, por falar mal dos demais, por levar vantagem de qualquer forma, etc. Os resultados não aparecerão e terão de ser forjados. Suponhamos que os indígenas foram pescar. Deveriam trazer 50 peixes para o almoço. Trazem 45 e dizem que trouxeram 50. Na hora da refeição faltarão os 5. O que está no balanço deve ser a realidade nua e crua.

Em seguida temos a preguiça. Sentir que é um tormento ir trabalhar é sinal claro que depressão à vista. A tristeza de ter que ir trabalhar se instalará em todos. Contagiando o ambiente com energia negativa. Adiar a chegada ao trabalho, evitar de trabalhar com afinco, sair do trabalho o quanto antes e procurar qualquer fuga para não pensar em desenvolvimento pessoal só atrairá sofrimento no futuro. 

O trabalho é o fundamento da existência. Quando tudo é sadio todos trabalham alegremente. Quando não há alegria em trabalhar é porque existe uma filosofia contra a existência. A vida é transformação contínua. Os humanos chamam isso de evolução. Na prática é transformação. Transformar a energia em outra energia. Aplica-se o trabalho (energia) para obter energia de outra forma. Essa é a essência do universo. Contrariar isso é ir contra a essência.

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Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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