terça-feira, 1 de dezembro de 2015

OIhos de ver




Olhos de ver


Quando uma nave é enviada a Marte, por exemplo, ela é programada com um Paradigma. O paradigma dos cientistas humanos. De uma massa de dados infinita os sensores só enxergam o que o paradigma programado quer ver. As informações são infinitas, mas são filtradas pela programação dos sensores. Só veem aquilo que querem ver.

Qual a diferença entre um técnico de futebol e outro? Porque quando troca de técnico o time joga diferente? Se as regras são definidas cientificamente porque há diferença entre os técnicos?

Qual a diferença entre um CEO e outro? Economia não é uma ciência exata ou não? Existe um prêmio Nobel para economia!

A questão aqui é sempre o grau de consciência de cada um. Uma pessoa “enxerga” e outra vê de forma diferente. O fato objetivo, científico, é o mesmo, mas a interpretação é completamente diferente. E isso depende dos cinco sentidos de percepção, do paradigma implantado na pessoa, das vivências que teve nesta vida, da educação, etc. Cada pessoa vê o mundo de uma forma completamente diferente. Existe um mundo objetivo, mas a percepção e interpretação é pessoal. Em todos os sentidos.

Uma pesquisa mostrou que antigamente quanto mais se envelhecia mais felicidade se sentia. E que hoje os jovens são mais felizes e depois dos 30 anos isso muda completamente. Uma das explicações é que antes não haviam muita expectativa sobre o que iriam fazer no mundo. Estudariam, trabalhariam, casariam, teriam filhos e pagariam as contas. Isso era suficiente. Hoje as expectativas são enormes e isso implica em decepção, frustração, etc. Antigamente se soltava a vida e hoje o apego aos resultados é enorme. E todo apego gera sofrimento.

Ter momentos de prazer é uma coisa e ser feliz é outra. Quanto mais comemos uma sobremesa mais precisaremos comer para sentir o mesmo prazer. É como um vício. O acúmulo de sensações não gerará mais felicidade. A felicidade é conseguida ajudando aos demais. Quando se faz isto o nível de endorfinas aumenta. Quanto mais se ajuda mais endorfina temos. O estado de felicidade em última instância independe de sentir prazer. Um monge pode ser perfeitamente feliz e estar completamente fora do mundo. Isso depende de cada monge. Também pode-se ser monge e estar infeliz caso haja apego ao mundo. É possível ter coisas e ser feliz, mas as coisas por si sós não farão a felicidade. A felicidade vem em primeiro lugar o resto é acréscimo.

As pessoas de mais idade podem se lembrar que se falava que no futuro as máquinas fariam o trabalho e as pessoas poderiam ser mais felizes com tempo livre para esportes, artes, etc. Aconteceu justamente o contrário. O tempo passou a ser monetizado. Tempo virou dinheiro. E quando isso aconteceu o tempo ficou escasso porque é medido em dinheiro. E qualquer atividade pode ser medida em termos de dinheiro ganho ou perdido. Quanto tempo a pessoa gasta almoçando? Transforme isso em valor? Veja a reação. Compare quanto tempo você espera uma página ser carregada na interne e decide ir para outra página.

Quanto mais recursos uma pessoa tem mais os problemas emocionais encobertos virão à tona. Quando se está “lutando” pela sobrevivência os problemas ficam “enterrados”, mas assim que isso é resolvido eles aparecerão. É por isso que mais dinheiro não faz a felicidade. Resolva os problemas financeiros e econômicos de uma pessoa e veja a reação dela. Toda a questão existencial aparecerá.

Outra coisa comum no mundo inteiro é autossabotagem pelo medo de ser feliz. Existe um paradigma que diz que se formos felizes coisas ruins acontecerão. Antigamente se falava que depois do riso vinha a dor. Essa expectativa negativa sobre a vida é verdade para a maioria da humanidade. Esse é o paradigma do sofrimento. Que é preciso sofrer para ser feliz. É por isso que sempre que as coisas estão melhorando as pessoas sabotam isso, na maior parte das vezes. Veja quantas pessoas conhece que sistematicamente estão melhores, mais felizes, mas produtivas, ano após ano. Compare depois de 10, 20 ou 30 anos. Normalmente em 3 meses a autossabotagem aparece. Assim que os primeiros sinais de mudança para ser feliz aparecem. E isso é porque existe um paradigma vigente na humanidade. De que é preciso sofrer.

Quanto mais esperamos conseguir uma coisa mais infelizes podemos ficar. Quanto mais desejo mais frustração. E ansiedade. É por isso que soltar é absolutamente científico. Quanto mais soltamos mais felizes somos. Porque não há ansiedade, nem pressão. Todo o resultado é bem-vindo porque não foi posto pressão para se conseguir. No mundo dos negócios isso é a pura verdade. Abre-se um negócio esperando ganhar muito. Sem um estudo de viabilidade econômico. Só com esperança! Se fizer um estudo a esperança diminui porque aí temos a verdade sobre o mercado. Então o negócio é aberto na esperança de que dê certo, sem se considerar as variações de mercado, os ciclos econômicos, as bolhas, as mudanças macroeconômicas, concorrentes, etc. Então veem as dificuldades e dividas. É aqui que entra a questão do técnico de futebol. Um empresário enxerga e outro não. Embora pareça ser uma coisa racional, a economia depende da interpretação das teorias econômicas. E abrir um negócio é algo puramente interpretativo. Que tipo de publicidade devemos fazer? Para que público alvo? Que produto lançar? Que preço colocar? Continuar fornecendo mesmo quando o cliente não está pagando? Cortar o fornecimento mesmo se o cliente for uma enorme multinacional? Essas questões parecem muito racionais e fáceis de responder. Veja a quantidade de pessoas que perdem o que tem por não saber responder corretamente essas perguntas.

Ter olhos de ver implica em perceber a realidade o mais claramente possível. E isso depende do filtro, do paradigma que se está usando no momento. Vejam bem. Não é a realidade objetiva que estamos usando como filtro. É apenas um filtro, o sistema de crenças, que usamos para definir o que é bom ou não é. O que dá felicidade do que não dá. Uma leve mudança no paradigma pode representar a diferença entre sofrer e ser feliz. Uma simples crença trocada pode fazer toda a diferença. Tanto para quem estava sofrendo e passou a não sofrer, como para quem estava bem e passou a sofrer. Isso aconteceu por causa de uma mínima mudança de crença.

Essa é a diferença entre quem tem olhos de ver ou não tem. A boa notícia é que todos podem ter olhos de ver. Mas, é preciso querer ter olhos de ver.

Hélio Couto
www.heliocouto.com

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Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

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