quinta-feira, 30 de abril de 2015

Inflação I



Inflação I
O exemplo da Alemanha de 1918 até 1924 é um exemplo clássico de uma hiperinflação. E de suas consequências.
No início da Primeira Guerra Mundial em 1914 a maioria achava que seria uma guerra de um mês. Quando ficou claro que isso não aconteceria começaram a fazer despesas sem a receita correspondente para financiar a guerra. Esses quatro anos destruíram a economia.
Quando a guerra foi interrompida, sem uma definição clara de quem ganhou, os opositores da Alemanha forçaram um pagamento de compensações de guerra, muito acima do que a Alemanha poderia pagar. Foi o Tratado de Versalhes. Isso implicou em mais gastos ainda e aí não houve maneira de impedir uma hiperinflação. Todos sabem que a inflação empobrece a todos que não tem como se defender. Na verdade, é uma transferência enorme de recursos de um grupo para outro. A população da Alemanha empobreceu brutalmente em pouquíssimo tempo e a sorte estava lançada. O filme “O ovo da serpente”, de Ingmar Bergman mostra um pouco desta situação em 1923.
As consequências não se fizeram esperar e em 1933 ficou clara.
O que é importante entender é que toda despesa tem de ter uma receita associada. Não é possível fazer gastos sem ter os recursos para tal. O endividamento nunca é a solução. Crédito é um endividamento. Naquela época existiam inúmeras maneiras de dar crédito para a população. Dar crédito é a mesma coisa que emitir dinheiro. Cria-se dinheiro do nada. Não existe lastro para aquele dinheiro. Não importa se existe o papel moeda ou se é um dinheiro virtual numa conta bancária. Toda instituição que dá crédito está criando moeda. A alavancagem (endividamento) para investimento ou especulação está criando moeda. Apenas que a moeda não é em espécie circulante. Mas, ela existe e gera inflação. Quando um banco dá crédito no montante de 35 vezes o seu capital, isso é emissão de moeda pura e simples. Foi isso que aconteceu em 2008. E continua acontecendo com variações apenas na alavancagem.
Economia é uma coisa simples de entender e aplicar. Trabalha-se, gasta-se menos do que ganha e poupa-se o resto. Nunca gastar mais do que se ganha. Nunca sacar do futuro fazendo dívidas. Quando se faz dívidas para pagar no futuro é na prática uma especulação no “mercado futuro”. Esta se usando um recurso que ainda não existe. E que talvez não venha a existir. É o que acontece quando uma pessoa usa recursos emprestados para especular e quando não dá resultado é chamado pela corretora para cobrir o “rombo”. É o que se chama “chamada de margem”, daí o nome do filme “Margin Call”, que é um filme imperdível sobre como funciona o planeta Terra.
Portanto, fazer despesas seja por que motivo for, sem ter o recurso disponível é chocar os ovos da serpente.

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Videos editados I


Ninguém está autorizado a editar meus vídeos e fazer montagens, cortes, adições ou qualquer outra manipulação com as imagens das palestras.

Somente com autorização por escrito alguém pode usar minhas imagens.

Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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