quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dívidas VIII



Dívidas VIII

Existe solução para as pessoas que estão endividadas? Existe.
Só que para isso é preciso mudar o circulo vicioso de pensamento e sentimento em que estão. Procurar a solução desesperadamente dentro do mesmo paradigma não adianta. É preciso olhar todo o quadro. Pensar da forma atual é que levou a atual situação. Quando começamos um negócio e percebemos que não está dando certo é preciso rever tudo o mais depressa possível. Nunca por mais esforço no que não está funcionando: arrumando mais empréstimo, fazendo mais da mesma divulgação, mais dos mesmos produtos, etc.. Desta forma o problema aumenta em vez de solucioná-lo. Infelizmente é assim que a maioria pensa. Acham que se fizerem mais a coisa anda. Isso só seria válido se houvesse falta de alguns destes insumos: a pessoa não estivesse trabalhando o suficiente, não houvesse comprometimento, faltasse capital, os produtos são inadequados, problemas com funcionários, etc.. Discernir isso é fundamental, pois o erro pode não estar na falta de fazer, mas no excesso de força para dar certo. Neste ponto a questão emocional é critica. Quanto mais ansiedade e força se colocar menos resultado terá. Essa é uma lei psicológica. Em física chama-se Efeito Zenão. Nesses casos não adianta redobrar os esforços, pois só redobrará o problema.
Se o negócio se mostra inviável seja por que motivo for é preciso rever tudo e mudar a abordagem, o negócio, os produtos, etc.. Em suma, parar antes que seja tarde demais. Às vezes é preciso perder tudo para que as coisas andem, pois assim a pessoa pára com o Efeito Zenão. Quando relaxa as coisas andam. É preciso soltar para que tudo se resolva. Quanto mais força menos resultado. Não estou falando que não é para se dedicar ao trabalho, estou dizendo que a partir de certo ponto é contraproducente. É preciso discernimento para enxergar uma coisa ou outra. E tomar a decisão certa na hora certa. É melhor fechar um negócio do que acumular dívidas.
Na atual crise econômica mundial existem diferenças entre os países como existem diferenças entre as pessoas. Como sempre o que faz a diferença é a percepção da realidade. E percepção da realidade é uma coisa relacionada com o estado da consciência da pessoa. Como sempre se fala é preciso enxergar a realidade. Uma pessoa acha que um negócio é ótimo e outro vê que é um mau negócio, uma compra gato por lebre e outra não. São as escolhas que todos fazem quando compram um carro, uma casa, arrumam um emprego, fazem um empréstimo, etc.. Uns enxergam claramente e outros não. Como cada ser humano está num determinado estágio de consciência; é isso que vemos todos os dias: erros e acertos.
Nos países do hemisfério norte a crise é aguda porque lá a bolha foi levada à extremos e em alguns casos ainda está sendo. Isso acontece porque o paradigma vigente, o sistema de crenças, é tão massiçamente forte que praticamente ninguém questiona nada do que existe. E isso em economia é desastroso. Quando se reclama de algo é porque continuam pensando da mesma forma. Querem que tudo volte ao normal, como se fosse normal o atual paradigma. Pensar que se pode comprar algo de valor muito superior à capacidade de consumo da pessoa sem ter feito o esforço correspondente para se capitalizar é um erro desastroso. Porque milhões de pessoas compraram casas que não podiam pagar? Porque milhões começaram a fazer hipotecas para construir mais casas para vender achando que haveria compradores para tudo aquilo? Por que a percepção da realidade estava completamente fora de fase com a realidade. A pessoa não enxergava claramente o que estava acontecendo. Como uma hipnose coletiva. Isso em grande parte continua acontecendo. O tamanho do problema real ainda não foi percebido. Continuam ouvindo que no ano que vem tudo melhora e continuam acreditando nisso. Na crise de 29 foram necessários 25 anos para sair da crise e isso só foi possível porque houve a Segunda Guerra Mundial.
É preciso que os habitantes desses países do norte percebam que tem algo errado com a percepção que eles têm da realidade. Existe solução, mas é preciso pensar de outra forma. Enxergar a realidade com outros olhos, tirar o véu que cobre a visão real. No popular: cair a ficha.
Normalmente as oportunidades estão na frente da pessoa, mas ela não enxerga. Esta cega no que quer e não consegue ver outra coisa. No ideograma japonês crise é a mesma coisa que oportunidade. Toda crise é uma oportunidade de crescimento. Para quem enxerga. De toda crise saímos mais fortes. Não precisa ser assim. Ter crise para se fortalecer. Bastaria que quando tudo está bem a pessoa continuasse a crescer sem cair na zona de conforto. Infelizmente mesmo na crise as pessoas continuam na zona de conforto. Quando alguém fica desempregado entra no seguro desemprego e relaxa. Achando que tem tempo para resolver o problema. Os meses passam e nada acontece. Então bate a ansiedade e o desespero e aí é tarde. Entrou em ação o Efeito Zenão e ficou mais difícil ainda sair da situação.
As pessoas que hoje estão indo para as filas nas agências de colocação de mão de obra acham que estão fazendo tudo que podem para arrumar um emprego. E isso perpetua o problema. Elas continuam pondo força no que não está dando resultado. Continuam não enxergando a realidade e continuam com esperança de que tudo irá melhorar. Como num passe de mágica. Ora, o paradigma que criou a crise continua intacto. Todos continuam pensando da mesma forma e o problema continua intacto. E crescendo cada vez mais. Se não houver uma troca de pensamento não haverá saída tão cedo. E a dor aumentará. Chega num ponto em que dói tanto que a pessoa começa a rever o que pensa e é nesse ponto que a solução aparece. Quando a pessoa revê as próprias crenças. Vejam que crença não quer dizer que é real. Apenas é o que a pessoa acredita. O que ela acredita só é real para ela. Não é objetivamente real. Estão entendendo? Existe uma realidade objetiva que independe do que as pessoas acreditam, mas o que cada um acredita é real no sentido da vida daquela pessoa e só dela. Caso haja uma crença coletiva é porque todos resolveram acreditar naquilo. É o caso da hipnose coletiva. Na Segunda Guerra Mundial pudemos ver isso claramente. Toda a população de um país pensando da mesma forma até o desastre final. Só assim perceberam que não estavam vendo claramente a situação. Vocês podem ver até onde a falta de percepção pode levar uma pessoa ou um país. Não precisa ser assim. No primeiro sinal de problema é possível rever as crenças. Um avião ou barco é continuamente conduzido para mantê-lo no rumo certo. Se isso não fosse feito nunca chegaria ao destino. Existem variáveis o tempo todo afetando a aeronave ou o barco. O ajuste é feito continuamente. Isso é o que todos precisam fazer com a própria vida. Para isso não é possível cair na zona de conforto. Seria o mesmo que por no navio no rumo, amarrar o timão e ir descansar. Com certeza o navio nunca chegaria ao destino desejado.
O que é preciso é parar com o círculo vicioso de pensamento e questionar tudo. Sempre falamos que a humanidade atual está vivendo com a filosofia da física clássica, onde tudo é matéria. Depois de um século de Mecânica Quântica tudo continua igual, mas os produtos mudaram. A tecnologia decorrente da MQ domina o mundo, mas filosoficamente nada mudou. Praticamente todas as pessoas continuam vivendo como se estivéssemos em 1500. É o que acontece hoje. Todos usam os produtos, mas pensam de forma antiga. A resistência que existe nas pessoas a ouvir falar em MQ é tremenda. Ontem mesmo recebemos um e-mail de uma cliente que mora no exterior contando que a namorada não quer nem ouvir falar de MQ. Qual o problema com a MQ? Porque esta ojeriza com relação a tudo que é novo em física? O que acontece com a visão de mundo de um rapaz que perde a libido completamente quando houve falar em MQ? E vocês sabem que instinto sexual é algo tão forte quanto a fome no ser humano. Vejam a escala de Maslow. Pois bem, o rapaz perdeu o desejo sexual assim que a namorada falou em MQ! Isso é o paradigma! Qual o código que está embutido nesta expressão, MQ, para causar tamanho resultado na libido? É a aversão à mudança. É ter de sair da zona de conforto, é ter que pensar e analisar, é ter que aceitar que estava errado, é ter que assumir outra consciência e rever todas as atitudes e pensamentos. As pessoas intuem que a MQ está certa e tudo está errado nesta sociedade. É preciso rever tudo. O que se provar certo deve continuar, mas o que se provar que está errado é preciso mudar. E isso em todas as áreas.
Nesse ponto da minha argumentação muitos já estão pensando que não estou apresentando nenhuma solução para o problema! Esse é o problema! Já apresentei a solução, mas não enxergaram ou perceberam! É preciso questionar tudo isso. Todas as crenças que levaram a essa situação calamitosa. O simples questionamento trará a solução. Novas oportunidades aparecerão do nada como se fosse mágica, pela simples troca de visão de mundo. A solução está na frente da pessoa, mas é preciso enxergar. Só enxergamos o que queremos. Hipnose é isso. É feita uma sugestão e o cérebro aceita integralmente a sugestão. Desta forma a pessoa vê o que não está lá e não vê mais o que está. A realidade que o mundo vê hoje não é real. A crise não existe. Só está na cabeça das pessoas. Assim que mudarem a forma de ver a crise desaparece. Isso pode acontecer para uma pessoa apenas ou para um país inteiro. Só depende da quantidade de pessoas que mudar a visão de mundo. Mudar de paradigma, mudar as crenças. Por exemplo: a Terra é plana? Ou é redonda? Errado. É oval. Um pouco achatada. É preciso questionar tudo que acreditam. O que acreditam levou a esta situação. Sem mudar isso não haverá como sair disto.
Só que questionar as crenças é a coisa mais perigosa que existe. Na Inquisição milhões foram mortos porque questionaram o que todos acreditavam e foram torturados e queimados por isso. E a Inquisição foi mais forte onde? Entendem isso? Nos mesmos locais onde a crise é maior hoje! Quanto maior a imposição de uma crença pela força mais trauma é gerado e mais fácil é continuar impondo uma crença. E mesmo depois que há certa liberação, a crença está tão introjetada que as próprias pessoas acreditam naquilo. Não há mais necessidade de doutrinar, já estão massificados. Mesmo com uma crise deste tamanho continuam pensando da mesma forma.
Bastaria uma pequena mudança no pensamento delas para resolver tudo isso. Bastaria aceitar que o mundo não é só matéria. Que existe uma dimensão espiritual permeando tudo e o paradigma atual cairia como um castelo de cartas! Em termos de dinheiro, emprego, finanças, etc. é a mesma coisa. Mudando esta visão de mundo a pessoa enxergaria a oportunidade que está na sua frente. Mas, é uma questão de consciência, de percepção. Quando se assiste ao documentário “Quem somos Nós?” é isso que acontece. Ou a pessoa muda ou acha que aquilo é bobagem. Quantas vezes a pessoa tem de assistir para entender? Quando dei uma palestra sobre o documentário haviam pessoas que já tinham assistido e que não tinham percebido algo claramente mostrado no filme. Essa palestra levou 5 horas para poder mostrar o que está no filme.
Existe solução, mas vocês estão dispostos a mudar suas crenças?

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Um comentário:

Anônimo disse...

" Quando você tenta algumas vezes e não consegue, talvez se recorde da lição da física quântica: a intenção de manifestar deve ressoar com a consciência não local." Amit Goswami - O Ativista Quântico - Pág. 159

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Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

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Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

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