sexta-feira, 15 de março de 2013

Dívidas III



Dívidas III

Como se chega numa situação em que se perde o controle sobre a própria vida?
Que tipo de pensamento leva a isso?
Que crenças nos levam ao endividamento?
Que sentimentos nos fazem crer que podemos nos endividar sem risco?
Essas questões estão intimamente ligadas à questão do não-crescimento. Na maior parte das vezes em que se fala que é preciso crescer a resistência a isso é tremenda. A resposta sempre vem acompanhada de um “mas”. Procuram-se atenuantes ou justificativas para não crescer. Como se crescer fosse uma coisa ruim que temos de suportar.
Outra coisa é que quando se fala em crescimento isso é imediatamente associado com crescimento econômico. E as outras áreas? No tocante ao crescimento econômico da pessoa quase sempre vem o “mas”. Estão tão entranhada na mente do povo que dinheiro é diferente de espiritualidade que qualquer menção à ganhar dinheiro é visto como algo mau, como pecado. E ai surgem as justificativas para não ganhar ou ganhar pouco.
Esse tipo de crença é que leva ao endividamento, porque ou a pessoa ganha ou empresta. Quem tem uma visão de mundo que é independente disso? Pouquíssimos. Os que estão acima desta preocupação são os que não têm problema com dinheiro, não ligam para dinheiro e por isso o dinheiro vem sem parar. Os demais estão obcecados com os problemas econômico/financeiros. A tal da sobrevivência.
Quando a pessoa se recusa a crescer é inevitável que mais cedo ou mais tarde ela se endivide. De um jeito ou de outro. Ou é por uma má administração das próprias finanças ou é pelo incessante apelo ao consumo que rege a sociedade. Consumir sem parar para amortecer os problemas emocionais. E as técnicas para fazer consumir são extremamente eficientes.
Essa resistência a ganhar levará a ter carência de recursos e quando precisar destes recursos só restará o endividamento. Porque a pessoa não pensa em se abster de alguma coisa para não se endividar. Basta passar o cartão...
A resistência é pura auto-sabotagem. Isso é bem disfarçado com mil desculpas ou escolhas erradas. Por exemplo: entre fazer um trabalho que ganha mais e um que ganha menos a pessoa escolhe o que ganha menos. E assim que ganha algo, gasta.
Outra questão é o crescimento intelectual, porque isso levará a ganhar mais dinheiro. Desta forma faz-se de tudo para não aprender nada importante, não ler os livros que mudariam a vida, que tornariam a pessoa mais eficiente, etc.. A indigência intelectual é a norma. Quem estuda é um “nerd”, como se diz hoje em dia.
Só que esse tipo de atitude de resistência ao crescimento tem um preço caro. Não se pode ir contra a essência do universo e achar que não tem conseqüências. Crescer é uma lei imperiosa do universo. Tudo e todos devem crescer em todos os sentidos. Uma maneira de a pessoa perceber que está errando é o endividamento. No caso da saúde é a somatização. As questões psíquicas e emocionais são somatizadas (doenças). Pensou e sentiu errado gera doença. É a forma de chamar a atenção da pessoa para algo que está errado. A dor é muito instrutiva e a dívida também. A dívida é uma dor econômica. Só que muito pior que uma doença. A doença está sob seu controle, pois se mudar os próprios pensamentos e sentimentos pode resolver isso, mas a dívida está sob controle de outro; e mudar o outro é praticamente impossível. O poder é a coisa mais inebriante que tem para os humanos (cérebro reptiliano); e o poder sobre alguém é um vicio. Imagine quem tem o poder de lhe conceder um empréstimo! Você se senta na frente desta pessoa implorando (chamam isso de negociação) que ela lhe empreste dinheiro (financiamento, crédito, etc.). O poder dela é de vida e morte sobre você. Já sentiram isso?
Agora, quem deu esse poder para ela? Você. Infelizmente. Quando se recusou a ganhar mais, a estudar mais, a produzir mais, a empreender mais, a poupar, você se colocou nas mãos desta pessoa ou de outras com a mesma capacidade de lhe emprestar dinheiro ou não. E quando chega nesse ponto é tarde. Muito tarde. Como escapar disto se suas crenças e atitudes a levaram a isso? Como soltar tudo isso se foi justamente o apego que o levou a isso? Então isso tem uma dinâmica própria e um empréstimo leva a outro que leva a outro até a falência final. E quanto mais a pessoa tenta sair da situação tomando mais empréstimos mais ela afunda, sem perceber. Como uma rã colocada numa panela em fogo brando. Quando a rã perceber já é tarde.
E isso é válido para todas as outras áreas da vida. Crescer ou não? Zona de conforto ou não?
Sabe aquele raciocínio de que as coisas darão certo porque tem de dar certo? Esse é o tipo de racionalização infernal. Baseado na pura ilusão. A ilusão é o pensamento daquele que não sabe como as coisas funcionam e espera que funcionem. A esperança nunca morre! E é assim que as dívidas aumentam. O contrário da ilusão é o conhecimento. É aquele que sabe como o universo funciona e o faz funcionar. Este não tem dívidas, pois ele gera riqueza, gera recursos com os próprios pensamentos e sentimentos. Mas, esses pensamentos e sentimentos foram fruto de uma longa maturação, de muito estudo e auto-análise, para sentir como o universo funciona. Pois o universo não pode ser entendido, ele tem de ser sentido. Sem sentir nunca se entenderá como o universo funciona.
Quando uma pessoa estuda Mecânica Quântica e seus olhos brilham é porque essa pessoa sentiu a Mecânica Quântica. Ela não entendeu, ela sentiu. Emoção e sentimento. É por isso que os olhos brilham. Por causa da serotonina, dopamina e etc. Alegria e paixão pela Mecânica Quântica. É por isso que a maioria dos físicos não entende os físicos que sentem.
Sugiro que todos pensem muito bem antes de contrair dívidas.

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