quarta-feira, 28 de março de 2012

O tempo como moeda

O tempo como moeda

O filme “O Preço do Amanhã” é uma excelente metáfora da nossa realidade. As pessoas que moram nos guetos não têm a menor idéia de como é a realidade lá fora. Vivem umas situações criadas artificialmente e não questionam se tem de ser assim mesmo.
É exatamente isso que acontece na humanidade atual. Nasce, cresce e morre sem saber o que está fazendo aqui, porque está aqui, de onde veio e para onde vai. Outro dia fiz essas perguntas para um taxista e ele disse que nunca pensou nisso. E é uma pessoa totalmente funcional na nossa sociedade. No caso dele ainda tem um bom trabalho e saúde. E os demais? Com todos os problemas possíveis e imagináveis? Porque problema é o que não falta nesse planeta. Os poucos que fazem essas perguntas se contentam com respostas insuficientes do tipo: “a vida é assim mesmo”.  Se as pessoas lessem Joseph Campbell veriam que ele escreveu sobre “a vida como ela é”. Isso faria as pessoas pensarem. Mas, pensar é a coisa mais evitada pelo ser humano. Pensar é uma neguentropia. Cria ordem, crescimento, evolução; mas dá trabalho. Isto é, se gasta energia. Gastar energia tira da zona de conforto. Esse é o problema.
Voltemos ao filme. Toda a estrutura social está criada para parecer que é real, que é assim mesmo e que não tem alternativa. Desde que as pessoas não saibam que existe outra opção, dificilmente alguém olhará para fora das fronteiras. Toda hipnose é uma coisa muito persistente. Sem o comando certo é difícil “acordar”.
Vejam este caso: recentemente na Espanha, uma escola recebeu a visita do que aqui se chamaria Oficial de Justiça, cobrando a dívida da Seguridad Social. Chegaram com um caminhão durante o horário das aulas. Com todas as crianças dentro das salas tendo aula. Veio retirar o que fosse possível levar como parte de pagamento da dívida. E começaram a retirar tudo da escola. Lousa, carteiras, etc. Enquanto as crianças assistiam a esta cena dantesca. E levaram tudo embora. Esta matéria saiu no jornal El País. Em outra escola os jovens levam cobertores para a sala de aula, já que a temperatura é de zero grau. A calefação está desligada por falta de dinheiro. Em outra os alunos devem levar seu próprio papel higiênico. Isso o que sai na mídia! Uma taxa de desemprego que é mais que o dobro do resto da Europa. E assim por diante.
Vocês acham que isso faz com que acordem? Até agora nada. Será que estão pesquisando sobre como chegaram nisso? Ate que ponto se tem de descer para se começar a pensar?

Um comentário:

alefelske disse...

Muito providencial este texto. Tenho provocado meus alunos sobre a realidade. Quando começo a questionar sobre o assunto, ficam atônitos. Me pergunto se estão refletindo ou como se diz, "viajando na maionese". Quando questiono a música que ouvem, os programas de tv que assistem, o que discutem nas baladas, sinto que desligaram o interruptor cerebral. Poucos levantam a orelha. Isto é o que o sistema instituído impõe aos humanos neste planeta, não é fácil sair do holodeck.É preciso mesmo que ocorra intervenção dos Amigos das Estrelas.

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Videos editados I


Ninguém está autorizado a editar meus vídeos e fazer montagens, cortes, adições ou qualquer outra manipulação com as imagens das palestras.

Somente com autorização por escrito alguém pode usar minhas imagens.

Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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