sábado, 4 de fevereiro de 2012

Cracolândia


Cracolândia


Em 1968 estávamos em pleno auge dos movimentos de protesto pelo mundo todo.
A guerra do Vietnã estava no auge.
A revolta estudantil na França, nos Estados Unidos, Brasil, etc.
O Assassinato de Martin Luther King.
O Movimento Panteras Negras.
O AI-5 no Brasil.
A Primavera de Praga.
Che Guevara.

Etc.

Imaginou-se então uma estratégia para “resolver” isso.

Inundar o mundo com uma produção maciça de drogas e espalhar pelos campi universitários e favelas do mundo.
O álcool já fazia sua parte. Só era preciso complementar...
Para isso se podia contar com a produção da Albânia, Afeganistão, Bolívia, Peru, Colômbia, etc.
Criar uma rede de distribuição mundial com uma logística perfeita.
Criar uma rede de “varejistas” locais.
Alguns anos atrás, numa palestra numa clinica de recuperação de drogados, me disseram que só na cidade de São Paulo existia um numero gigantesco de pontos de distribuição.
O plano foi executado com perfeição.
Desta forma consegue-se manter a maior parte da população anestesiada. Não é por acaso que se fala no termo “narcótico”.


Acabou toda a revolta estudantil.

Acabou toda discussão ideológica.

Acabou todo o idealismo.

Como disse Taiguara: “O sonho acabou”.


O “mar de favelas” está calmo e sob controle. Todos bem adormecidos e controlados. Quem tiver dúvidas pode passar de carro pela avenida que liga São Caetano e o bairro do Ipiranga, pela favela Heliópolis. Que lástima usarem este nome para uma favela!

O que nasceu da tentativa de se calar as vozes que se manifestavam contra o autoritarismo, acabou por tornar-se uma das mais prósperas indústrias do mundo, movimentando, atualmente, a escandalosa cifra de 320 bilhões de dólares /ano. Valor superior ao PIB de 90% dos países do planeta.

Podemos usar o termo indústria já que toda a organização e funcionamento dos negócios seguem o modelo adotado nas organizações formais e lícitas, como produção, distribuição e comercialização.

Deste enorme bolo, muitos levam o seu pedaço.

Temos de um lado, vendedores muito hábeis e persuasivos. Do outro, consumidores ávidos e fiéis que sustentam o mercado, cada vez mais lucrativo. o.

Do lado mais fraco desta corda estão os usuários. Adultos, adolescentes e crianças, vítimas cujas vidas são degradadas pelo vício. Procuraram nas drogas a felicidade que não conseguiram encontrar em seus lares ou em si mesmos.

Na busca desesperada por experimentar sensações de poder, alegria e paz, caíram numa viagem quase sempre sem volta.

Chegam a formar guetos, nos quais tudo funciona como numa verdadeira cidade.

Então, numa medida ostensiva para limpar a sujeira que emporcalha o centro da cidade e afugenta os investidores, achou-se por bem borrifar um inseticida sobre o ninho . As baratas se dispersam para outras áreas da cidade, incluindo as mais nobres. Causam um tremendo alvoroço porque ameaçam a ordem e a beleza reinantes.

Seres humanos destroçados são obrigados a dormir de dia e perambular a noite toda, pois não podem deitar-se ao relento sob pena de serem tratados como criminosos.

Quem se importa com eles?

Sabemos que as baratas são os seres mais resistentes que existem. Vão continuar incomodando até que se mude a visão materialista do mundo, onde o problema do outro não me atinge, até entrar por debaixo da minha porta.


Hélio Couto
Mabel Cristina Dias



3 comentários:

Anônimo disse...

Os efeitos do paradigma vigente é monstruoso. Não tem mais como resistir a esse ensinamento sem sofrer dia e noite. Saber que o simples pensamento de que estamos separados causa tanta desgraça deveria nos causar um desespero para se viver o contrário, o reverso da medalha.

Carlos Rossette Baptista Filho - Carlos do Bem disse...

Eu moro em um prédio residencial em frente a uma praça, acho que tem mais moradores na praça do que aqui no prédio. Quem em sã consciência aceitaria morar na rua...com o cérebro destruido pelas drogas a mente não consegue se manifestar. Sem pensar como essas pessoas vão cuidar de suas vidas...

ana paula disse...

Eu e meus irmão fundamos uma ONG pela inclusão social. Não sabemos dar continuidade, sabemos que temos que agir mas não sabemos como. Ficamos doentes, nos separamos, voltamos, tentamos mais uma vez...queremos um mundo melhor, pessoas mais felizes, mais fraternas...porque não ensinam nas escolas como ajudar as pessoas...então criaram o terceiro setor...estamos aprendendo a ajudar e entendendo que é melhor fazer e errar do que nem tentar.
Olhai por nós Senhor meu Deus e fazei do nosso planeta seu Reino de amor e Luz!

Postar um comentário


Videos editados I


Ninguém está autorizado a editar meus vídeos e fazer montagens, cortes, adições ou qualquer outra manipulação com as imagens das palestras.

Somente com autorização por escrito alguém pode usar minhas imagens.

Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

Postagens populares

Marcadores