quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Astrolábio


Astrolábio

O poeta Jalal-uddin Rumi disse: “O astrolábio dos mistérios de Deus é o amor”.
Aldous Huxley no seu extraordinário livro “A FILOSOFIA PERENE”, diz que “a natureza dessa Realidade única é tal que não pode ser aprendida direta e imediatamente exceto por aqueles que optaram por preencher certas condições, tornando-se afetuosos, puros de coração e pobres de espírito”.
Sempre existiram dois tipos de pessoas: aqueles que têm contato direto com a Divindade e os que leram sobre esse contato. Os primeiros são raros, os segundos são prolixos em ensinar o que não vivenciaram. Os primeiros preencheram as condições acima. Os segundos ouviram falar.
Quando se fala, que não se pode conhecer a Realidade Última, esta se falando que pela razão é impossível. A única forma de conhecer o Todo é unindo-se a ele com o mesmo sentimento que Ele tem. O Amor. Foi isso que Rumi disse. É possível conhecê-lo, mas é preciso amar como Ele ama. E isso é para poucos; dadas as condições necessárias para se chegar nesse grau de sentimento e consciência.
O despojamento do ego tem de ser absoluto. O ego não desaparece, mas dá lugar completamente à ação do Divino.  O ego não faz mais o que quer, faz o que o Numinoso quer. O Amor Incondicional é total e absoluto. Não há meias medidas. Não há limites. Não há considerações políticas. Não há o politicamente correto. Ou é ou não é. Ser ou não ser, como disse Shakespeare. Considerações mundanas não tem sentido aqui.
Quando o ser fundiu-se desta forma com o Ser Perfeito, toda sua vida é dirigida pelo Ser Perfeito. Tudo que ele faz, tudo que ele pensa, tudo que ele sente, todos que chegam perto dele, tudo é feito em função da decisão do Ser Perfeito.
Evidentemente que a diferença entre uma pessoa que se fundiu com o Todo e os demais é tal, que é simplesmente incompreensível para os demais entenderem a lógica que rege a vida daquela pessoa, que uniu-se a Tudo-Que-Existe. É quando a pessoa está no mundo, mas não é do mundo. É quando não há mais noite nem dia, nem verão nem inverno, nem chuva nem sol, só uma primavera eterna no coração do ser que ama o tempo todo. Ele espraia esse amor sem cessar por onde estiver. Mesmo que esse amor não seja notado, nem compreendido; ou talvez mal compreendido. Já que amar desta forma é ir contra as convenções deste mundo. Contra os preconceitos e tabus. O Amor abarca tudo que existe. Sem distinções, sem cor, sem gênero, sem julgar. Só derrama o amor que nasce do Ser Perfeito, do Si-Mesmo, sem começo nem fim. Todo o tempo auto-perpetuando-se. Amor sem parar de emanar. Tudo e todos são alvos deste amor. Nos grandes e nos pequenos gestos. Percebidos ou não. Num pousar a mão no ombro do irmão e transferir o amor do Pai’. Neste pequeno gesto, mas infinito em poder de passar amor. Um toque que transforma toda a vida de quem o recebe.  Talvez imperceptível para quem o receba no físico, mas um tremendo choque de amor para o espírito daquela pessoa que recebe. É esse amor que transforma e cura. Para esse amor não há cor de pele, condição social, sexo, adulto ou criança, animal ou planta, mineral ou partícula elementar. Quando a fusão chegou neste ponto, pode-se reconstruir um corpo espiritual em segundos, apenas pelo amor que flui de Si-mesmo. Apenas o desejo, emanado de um amor tão imenso, tão infinito, tão incomensurável, tão incompreensível pode fazer isso. É quando acontece a transformação. É quando acontece: “Lázaro, vem para fora, levanta e anda”.



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2 comentários:

WJF disse...

Fui dormir esta noite pensando exatamente em como seria poder amar incondicionalmente. Por mais que a gente ouça falar fica sempre aquém de nossa imaginação sentir tudo isso que foi exposto acima. Ás vezes ser assim parece mais uma coisa de guru, de pessoas afastadas do mundo dedicadas a algo santo, e que para nós que temos a correria da vida torna-se difícil quase impossível amar incondicionalmente, apenas parece...
Graças ao Criador que através do Prof. Hélio nos ofertou a Ressonância, agora unir-se a Ele deixou de ser sonho para virar realidade. Na verdade abrir os olhos para a única realidade.

Anônimo disse...

Em minhas primeiras conversas com o Hélio eu percebi e comentei com ele que, 'o meu trabalho começa quando conversamos não somente no cd'. É um momento de amor incondicional, ás vezes de pai, mãe, professor, que corrige e chama atenção, outros que dá parabéns. Será sempre um prazer estar com você, espero que o meu 'Lázaro' possa participar em breve, acordado e vivo.Alma

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Somente com autorização por escrito alguém pode usar minhas imagens.

Isso já foi dito na palestra passada e já postei sobre isso.

Quem está fazendo isso está prejudicando o trabalho.

Existe uma estratégia de divulgação feita por mim e que está sendo seguida à risca.

Todos os vídeos editados por outras pessoas devem ser tirados de qualquer mídia em que estiverem.

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